JUST

JUST
JOVENS UNIDOS NA SANTÍSSIMA TRINDADE

Por que se ama tanto o pecado? Há quem brigue fazendo de tudo para defender o seu pecado






Sim, isso é uma pergunta, contudo, nesta circunstância, terei a ousadia de conjugá-la como uma afirmação: “Sim, amamos muito o pecado…”. Todavia, do título inicial quero conservar a interrogação: Por quê? Esta afirmação se fundamenta no ofício de observar e na arte de contemplar corações em um constante “debater-se” diante das razões e significados que compõem sua própria existência.


Ao observar alguém que abre mão de um vício/pecado, procurando desvencilhar-se dele por meio da renúncia, percebe-se – não raras as vezes – um profundo sofrimento e até mesmo revolta em virtude da ausência do pecado. É como se tal coração julgasse estar prestando um favor imenso a Deus por estar abrindo mão daquilo que mais ama.

Mas por que se ama tanto os vícios e pecados? Por que, comumente, se inventa tantas desculpas para justificá-los? E por que sofremos e nos debatemos tanto por sua ausência?
Há quem brigue fazendo de tudo para defender o seu pecado, para convencer a todos de que ele é algo normal, e que é, até mesmo, uma “virtude”.

Não se costuma ouvir pessoas dizendo: “Eu não aguento mais ficar sem adorar a Jesus na Eucaristia. Já estou ficando louco! Preciso adorá-Lo agora!”. Mas, infelizmente, é comum ouvir muitos entoando: “Não aguento mais ficar sem sexo (desregrado/fora do matrimônio), sem bebidas, drogas, prostituição, nem sem pensar e falar bobagens… Estou ficando louco sem isso!”.
É lastimável, mas, na maioria das vezes, Deus fica tão pequeno dentro de nós diante da força e expressão que possui o pecado, que dá até – metaforicamente falando – para ter dó d’Ele, pois, Ele acaba ficando sempre em segundo plano diante do amor que o homem nutre pelo pecado.
“Faz-se de tudo para possuir o que se ama!”. Diante de tal enunciado desvela-se a imprecisão de muitos corações que professam um amor profundo a Deus, mas não são capazes de “mover uma palha” para estar com Ele e saber um pouco mais como funciona o Seu belo coração. “Amam” tanto a Deus, mas não são capazes de deixar, muitas vezes, de assistir a um jogo de futebol para ir à Santa Missa… Contudo, para estar com o pecado parece que a disposição é sempre nova e real.
Perguntemo-nos: Pelo que meu coração tem lutado? O que ele tem verdadeiramente buscado e desejado? E mais: o que ele tem amado? É preciso ser realmente sincero consigo para responder a essas perguntas e para perceber onde, de fato, se tem ancorado o próprio coração.

O caos – ausência de ordem – estabelece-se quando o princípio que move o coração deixa de ser Aquele que o criou. Assim, os próprios valores desvalorizam-se e o homem fica de “ponta cabeça”, valorizando o circunstancial – aquilo que passa – e esquecendo-se do eterno – lugar onde reside a verdadeira realização.
Exerçamos com sensibilidade essa observação e descubramos sinceramente em que paragens tem peregrinado o nosso coração. Para assim podermos, com inteireza e responsabilidade, direcioná-lo ao seu verdadeiro bem.

Padre Adriano Zandoná

Qual é o chamado de Deus para você?


 
"Ele nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor" (Ef 1,4).

Esta é a primeira vocação de todo batizado. Todas as outras vocações são formas concretas de vida a que nos Deus chama para que possamos realizar nossa primeira vocação: a santidade. E assim como os anjos foram provados, nós também o seremos. Estamos passando pela prova. Nossa vida é o exame de seleção. Nele ou somos aprovados ou somos reprovados.

Qual é o chamado de Deus para você? Saiba que o bonito não é realizar o nosso próprio sonho, mas realizar o sonho de Deus. Qual é o sonho de Deus para você? Queira realizar o sonho de Deus Pai e renunciar aos seus sonhos. É isso que o fará feliz.

Eu poderia ser um bom pai de família, tinha todas as condições de me casar. Tenho plena certeza de que faria feliz a minha esposa e seria um bom pai... Mas esse não era o sonho de Deus para mim. O sonho d'Ele era que eu abrisse mão de tudo para seguir a vocação a que Ele me chamou.

Custe o que custar, você precisa ser generoso e dizer sinceramente ao Senhor: “Tudo me pediste, nada eu te neguei”. Não há vocação sem cruz. Não há amor sem renúncia. Aquele que é chamado ao matrimônio renuncia aos valores da vida religiosa. Os que são religiosos renunciam a ter esposa e filhos. Todo caminho vocacional é um caminho de renúncia.

A renúncia acontece porque visamos algo a mais. Não é renúncia pela renúncia, mas é optar por algo a mais. É optar por aquilo que Deus escolheu para nós como vocação. Hoje tenho muitos filhos espirituais. Tenho uma família imensa. Isso é verdadeiramente o cêntuplo se realizando na minha vida. Continuo, porém, vivendo o meu dia a dia cheio de dificuldades, problemas, dores... e sempre há pelo menos uma cruz no meu dia, mas continuo dizendo:

“Tudo Te entreguei, nada me restou, livre eu fiquei, para Te amar, meu Deus. Tudo me pediste, nada eu Te neguei. Hoje eu sou feliz assim, tenho a Ti, meu Deus”.

Veja: que renúncia você precisa fazer para seguir a sua vocação? Abrace a sua cruz e deixe de lado todos os medos, todas as dificuldades e tudo o que o impede de realizar a sua vocação. Para sermos aquilo que o Senhor quer só temos o dia de hoje. Precisamos realizar o sonho de Deus: a nossa santificação. Não podemos decepcioná-Lo. Ele nos criou e nos predestinou para isso.

(Trecho extraído do livro "Vocação: um desafio de amor" de monsenhor Jonas Abib)

 
JUST © 2010 | Designed by Trucks, in collaboration with MW3, templates para blogspot, and jogos para pc