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JOVENS UNIDOS NA SANTÍSSIMA TRINDADE

As qualidades de um líder cristão

Por falta de visão o povo vive sem freios



Certa vez, meu bispo perguntou–me por que um determinado grupo de oração na diocese atraía tanta gente. Eu respondi que era porque ele tinha um programa bem planejado para o ano inteiro e também um notável coordenador, apoiado por um núcleo unido e cheio de dons.


Um líder cristão deve ser, sobretudo, um homem ou uma mulher de visão, assim como toda a congregação religiosa começou com uma pessoa que teve a visão do que Deus queria que ele ou ela fizesse, e que depois atraiu as pessoas a trabalharem juntas para implementarem essa mesma visão, que depois foi realizada por intermédio de uma variedade de obras e de instituições. Infelizmente, tem acontecido hoje que só as obras e as instituições permaneceram, enquanto o espírito da comunidade foi se enfraquecendo gradualmente e aquela visão do início se tornou há muito tempo uma relíquia do passado.



Um líder precisa ter, obviamente, o poder de liderar, de atrair outros para acompanhá–lo, tanto pelo que diz e faz como pelo que ele é, como os fundadores de nossas congregações religiosas. Mas, isso por si só não é o suficiente, porque o poder pode corromper e um líder pode tornar–se como nossos ditadores modernos ou chefes de seitas, que levam os seus seguidores à destruição em massa e até mesmo ao suicídio em massa. Mas, um líder deve ter também a humildade de um seguidor, suficientemente gentil para reunir pessoas ao redor dele, fazendo–as sentir seu valor e motivando–as a trabalhar juntas, delegando–lhes seu poder.


Isso é bem diferente de muitos grupos cristãos que continuam se multiplicando feito cogumelos, por causa de uma luta interior de poder e da falta de coerência interior. Acima de tudo, um líder precisa ser uma pessoa de visão e de discernimento, que não apenas tem seus "seguidores" atrás dele e com ele, mas que também os conduza confiante e alegremente para o que está à frente dele: o Reino de Deus e Sua Glória, pois "por falta de visão o povo vive sem freios" (Prov 29,18).


Portanto, o que torna autêntica a visão de um líder para o trabalho de seu grupo de oração ou de seu ministério para a liderança de seu núcleo e para ele mesmo em sua posição como líder principal é o carisma de discernimento. Este é um dom do Espírito Santo pelo qual a pessoa tem a capacidade de discernir se as mensagens e as visões, as decisões e as ações que afetam o trabalho do grupo ou do ministério, e as vidas pessoais de seus membros, estão de acordo com a vontade de Deus, embora pareçam muito santas e religiosas. É preciso se questionar: São verdadeiramente inspiradas pelo Espírito Santo ou são resultados de preconceitos pessoais, gostos ou desprezos, trazendo à tona o que é apenas do espírito humano, ou até da influência do espírito malígno sob o disfarce de um anjo de luz? O próprio apóstolo Paulo não se surpreendeu que mesmo satanás coloque a máscara de um anjo de luz (cf. II Cor 11, 14).


Para se abrir ao carisma do discernimento e para crescer nele, o líder deve ser um homem ou uma mulher da Palavra. Como o Mestre, a Palavra feito carne, o líder deve de certa forma encarnar a Palavra de Deus em seus ensinamentos e decisões, pois, talvez a única Bíblia que muitos lerão ou ouvirão seja a "Bíblia aberta" que eles veem nele. Como líderes devemos nos comprometer em ler a Sagrada Escritura diariamente e, como a Santíssima Virgem Maria, guardá–la, meditá-la e deixá–la produzir frutos em nossa vida, tornando–nos sal da terra e luz no alqueire.

SER CATOLICO E BOM DEMAIS - PADRE ROGER LUIS

VÍDEO COM O PADRE PADRE ROGER LUIS

SER CATÓLICO É BOM DEMAIS - PE. ROGER LUIS

Música Católica de Primeira Qualidade


VÍDEOS SOBRE "AMIZADE", COM PE. FÁBIO DE MELO, E PRA FINALIZAR UMA MÚSICA MARAVILINDA DELE COM ADRIANA


SANTA TERESA DE ÁVILA

  


QUE NADA TE PERTUBE, 
QUE NADA TE APAVORE 
TUDO PASSA, SÓ DEUS
NÃO MUDA, A PACIÊNCIA
TUDO ALCANÇA, QUEM 
TEM DEUS NADA LHE FALTA,
SÓ DEUS BASTA”.


Teresa de Cepeda e Ahumada ou Teresa de Ávila, como é conhecida, caracteriza-se dentre muitos aspectos em seu itinerário espiritual como a santa que traduziu-nos o caminho de perfeição que somos chamados a trilhar, estabelecendo com Deus um tratado de amizade, querido por Ele mesmo.
Nascera na província de Ávila, Espanha, numa família da baixa nobreza. Seus pais chamavam-se Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz Dávila e Ahumada. Em sua infância entretinha-se com leituras de histórias dos santos. Teresa sempre cultivara em seu coração, até mesmo quando era criança, o desejo pela eternidade e admirava a coragem dos santos na conquista da glória eterna.
Teresa em sua juventude era uma jovem bela, mundana, cortejada, adorada, apaixonada por belos rapazes, freqüentadora dos bailes da corte, apreciando os vestidos de seda e veludo. A jovem começou a pensar cuidadosamente na vida religiosa que a atraía por um lado e a repugnava por outro. O que a ajudou na decisão foi a leitura das "Cartas" de São Jerônimo, cujo fervoroso realismo encontrou eco na alma de Teresa. Mas antes de ela decidir-se fielmente por Deus e pela sua Vontade, fora preciso passar por um processo profundo e concreto de conversão. Pois, seus condicionantes humanos, apesar de um desejo pela eternidade, não a levava a aderir integralmente a vivência vocacional.
Teresa diante de suas seduções e vaidades chegara a afirmar que: “é preciso dizer que eu tinha uma capacidade impressionante para o mal”. Com isso, pode-se inferir que a santa espanhola já mesmo em idade tenra, já era dotada de uma graça muito especial de autoconhecimento. Não obstante, as suas fraquezas e vontade inclinada para aos desejos carnais. Ver-se aqui, o protótipo de santidade que Deus deseja para o gênero humano. Ou seja, santidade é um dom de Deus que se configura na realidade decaída do homem; Deus não nos chama a santidade pelo fato de possuímos méritos, até mesmo porque não os teríamos, mas porque somos vocacionados a uma vida separada. O que não significa dizer, uma vida desencarnada e arraigada em ilusões. Vida separada é o mesmo que tomada de consciência de que somos pecadores e fracos, mas que contando com a primazia da graça, conseguiremos corresponder com as exigências de uma vida configurada a Jesus Cristo. Teresa com sua vida bem soube abraçar tal santidade, buscando em tudo corresponder a Vontade de Deus para sua vida. 
Um ano depois que fez a profissão dos votos. Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar os votos. Seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade se agravou.
Santa Teresa era tida como uma mulher amável e sua caridade conquistava a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Isto a levou a descuidar-se da vida de oração. Vivia justificando-se dizendo que suas enfermidades a evitavam de meditar. Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensangüentado na agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensangüentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade.
As Carmelitas, como a maioria das religiosas, desde os princípios do século XVI, já haviam perdido o primeiro fervor. Já vimos que os locutórios dos conventos de Ávila eram uma espécie de centro de reunião para damas e cavalheiros de toda a cidade. As religiosas saíam da clausura pelo menor pretexto. Os conventos eram lugares ideais para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram muito numerosas. O Convento da Encarnação possuía 140 religiosas.
Quando Santa Teresa se decidiu verdadeiramente por Deus, ela deu início a um percurso fantástico na compreensão do autêntico caminho da oração. Ela, antes mesmo de entender tal caminho, afirmou que: “Aquele que começa a oração deve ter em mente que está tentando transformar um terreno inteiramente inculto e coberto de ervas daninhas num jardim de delícias no qual o Senhor virá freqüentemente repousar e terá prazer em ver desabrochar as flores do amor.” Ela também descobriu na relação com Deus por meio da oração, que existe um método para vivenciar tal relacionamento. Um método para falar com Deus e também ouvi-lo. Para ela, muitas vezes a prática da oração é um reconhecido exercício de que tanto ouviu falar sem poder entendê-lo. Tal método pode ser resumido assim:

A primeira maneira de orar, a que se situa no plano da fé, é como escrever a um amigo. A segunda maneira de orar, situada no plano da esperança, é como escrever a um amigo e esperar uma resposta. A terceira maneira de orar, situada no plano do amor, é como se fôssemos pessoalmente à casa desse amigo. A primeira é como um beijo nos pés. A segunda, como um beijo nas mãos. A terceira, como um beijo na boca. (REINAUD, 2001, p.73).


REFORMADORA E FUNDADORA

Diante dos desafios que se apresentavam por conta de um distanciamento da estreita observância à qual as carmelitas eram chamadas a viverem, Teresa, motivada por sua sobrinha, que também era carmelita no mesmo convento, despertou-se para por em prática o plano de fundar um convento reformado. Dentre tantas mudanças, ocorreria a redução do número de irmãs na comunidade.
A fundação não era bem vista em Ávila, porque as pessoas desconfiavam das novidades e temiam que um convento sem recursos se transformasse em um peso para a cidade. O prefeito e os magistrados teriam mandado demolir o convento, se não tivessem sido dissuadidos pelo dominicano Bañez. Santa Teresa não perdeu a paz em meio às perseguições e prosseguiu colocando a obra nas mãos de Deus.
Teresa estabeleceu em seu convento a mais rigorosa clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade vivia na maior pobreza. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuíam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas.
A grande mística Teresa não descuidava das coisas práticas. Sabia utilizar as coisas materiais para o serviço de Deus. Certa ocasião disse: "Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência".
Teresa é uma das personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, especialmente as mais conhecidas (Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações), contêm um ensinamento que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até a intimidade com Deus no centro do Castelo Interior. Sua doutrina sobre a união da alma com Deus é bem consolidada na trilha da espiritualidade carmelita, que ela tão notavelmente soube enriquecer e comunicar, não apenas a seus irmãos, filhos e filhas espirituais, mas à toda Igreja, à qual serviu fiel e generosamente. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja".
Santa Teresa morreu às 9 horas da noite de 4 de outubro de 1582. Mas antes de morrer, ao receber o viático, ela conseguiu erguer-se do leito e proferir a seguinte exclamação: "Oh, Senhor, por fim chegou a hora de nos vermos face a face!" Sua festa é comemorada no dia 15 de outubro e foi canonizada em 1662. No dia 27 de setembro de 1970, o papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja.


FONTE: REINAUD, Elisabeth. Teresa de Ávila ou o divino prazer. Rio de Janeiro: Record, 2001.
(blog: http://ficaonline.blogspot.com/2011/03/santa-teresa-de-avila.html)


 
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